A Culpa e o Medo consomem-nos por dentro silenciosamente como um cancro. Deixam-nos imóveis, sem reacção, apenas com a sensação do peso do Mundo nas costas e com o desejo de que tudo seja diferente.
A dor de ver as consequências que atraímos com as nossas escolhas é forte, mas a dor de perceber que tudo podia ter sido diferente se tivéssemos escolhido diferente é ainda maior.
Mas a dor de não ter escolhido é sem dúvida avassaladora. Fulmina o peito, explodindo como uma mina, destruindo tudo em seu redor.
Pior do que escolher mal é não escolher nada. Ficar à espera que os outros escolham ou, pior ainda, que a vida escolha por nós.
Perceber que nunca tivemos coragem de "agarrar o touro pelos cornos" e enfrentar as circunstâncias da vida com a lucidez e determinação necessárias para fazer o que era melhor para nós, é simplesmente frustrante.
Hoje com 30 anos, no inicio da minha era de aplicação de conhecimento, olho para trás e vejo que podia ter feito tudo, ou quase tudo, diferente na minha vida. Acções e reacções, escolhas, interpretações de situações, valorização de momentos, etc.
Cada vez mais percebo que errar é uma capacidade inata do Ser Humano que deve ser respeitada e valorizada, pois só assim conseguimos crescer e evoluir.
Se assim não fosse, para que nos daria Deus a capacidade de escolher, denominada por Livre Arbitrio?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
A Tristeza
A nossa tristeza incomoda sempre o olhar de quem gosta de nós, mesmo daqueles que já sabem que a tristeza faz parte da vida, e tem de fazer no mesmo patamar da alegria, para que haja um equilíbrio.
A mim, ainda me entristece mais que estes últimos me abordem com a típica pergunta: "Estás tristonha?... oh... ". como se tivesse a obrigação de estar sempre risonha e alegre. Entristece-me pelo facto de me virem perguntar algo óbvio pela minha cara, e não qual a razão da tristeza. Se quero falar no assunto, se preciso de alguma coisa. Pelo menos abraços houve quem me desse... Obrigada.
A maior parte das vezes, as pessoas não querem realmente saber de nós, não se preocupam realmente com o que sentimos, ou com o que pensamos, preocupam-se sim em minimizar o estrago emocional que lhes faz ver-nos como estamos, preocupam-se em desrespeitar as suas emoções e levar os outros a desrespeitarem as deles... quantas pessoas há que nem sentem emoções!
Quantas as vezes perguntam só por perguntar, quantas aproveitam para se vangloriar por a dor delas ser maior que a nossa. Como se a dor e o sofrimento pudessem ser alvo de vangloriação!...
O mais engraçado é perceber que essas pessoas não se expõem, não abrem as emoções, por isso é que realmente é difícil para elas ver alguém fazê-lo. E mesmo que tenham conhecimentos e ferramentas para o fazer ou ajudar a outra pessoa, a maior parte das vezes não sabem utiliza-los... pelo simples facto de não os utilizarem para elas próprias.
A mim, ainda me entristece mais que estes últimos me abordem com a típica pergunta: "Estás tristonha?... oh... ". como se tivesse a obrigação de estar sempre risonha e alegre. Entristece-me pelo facto de me virem perguntar algo óbvio pela minha cara, e não qual a razão da tristeza. Se quero falar no assunto, se preciso de alguma coisa. Pelo menos abraços houve quem me desse... Obrigada.
A maior parte das vezes, as pessoas não querem realmente saber de nós, não se preocupam realmente com o que sentimos, ou com o que pensamos, preocupam-se sim em minimizar o estrago emocional que lhes faz ver-nos como estamos, preocupam-se em desrespeitar as suas emoções e levar os outros a desrespeitarem as deles... quantas pessoas há que nem sentem emoções!
Quantas as vezes perguntam só por perguntar, quantas aproveitam para se vangloriar por a dor delas ser maior que a nossa. Como se a dor e o sofrimento pudessem ser alvo de vangloriação!...
O mais engraçado é perceber que essas pessoas não se expõem, não abrem as emoções, por isso é que realmente é difícil para elas ver alguém fazê-lo. E mesmo que tenham conhecimentos e ferramentas para o fazer ou ajudar a outra pessoa, a maior parte das vezes não sabem utiliza-los... pelo simples facto de não os utilizarem para elas próprias.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Borboleta
Depois de ter repetido o Curso Nível V da Alexandra, no fim-de-semana 19/2o Set 09, consegui subir mais alto, consegui sentir muito mais a Essência, Jesus, o Universo. Foi magico!
Transcrevo aqui a mensagem 208 do livro Muito Mais Luz, pois foi-me mostrada num dos exercícios...
" A borboleta voa.
Apenas voa. Pousa, fica por ali, e depois voa.
Sem se apegar a nada nem a ninguém. A sua única preocupação é tornar a floresta mais bonita.
Leva tudo e todos no seu coração de borboleta. Mas é só.
Não depende deles.
Não depende do seu amor nem da sua presença.
Só ama. Ama e voa. Ama e voa.
Sê como a borboleta.
Não te apegues a nada nem a ninguém.
Guarda tudo no teu coração.
Ama e voa. E torna a floresta mais bonita. "
E é assim a minha Essência... uma Borboleta.
Tenho muito a aprender com Ela...
Obrigada!
Transcrevo aqui a mensagem 208 do livro Muito Mais Luz, pois foi-me mostrada num dos exercícios...
" A borboleta voa.
Apenas voa. Pousa, fica por ali, e depois voa.
Sem se apegar a nada nem a ninguém. A sua única preocupação é tornar a floresta mais bonita.
Leva tudo e todos no seu coração de borboleta. Mas é só.
Não depende deles.
Não depende do seu amor nem da sua presença.
Só ama. Ama e voa. Ama e voa.
Sê como a borboleta.
Não te apegues a nada nem a ninguém.
Guarda tudo no teu coração.
Ama e voa. E torna a floresta mais bonita. "
Jesus
E é assim a minha Essência... uma Borboleta.
Tenho muito a aprender com Ela...
Obrigada!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Uma nova vida...
30 anos feitos.
30 anos vividos.
30 anos de amor e ódios, de angustias e tristezas mas também de muitas alegrias e concretizações.
Depois de um Retorno de Saturno conturbado mas muito rico, cá estou Eu, pronta para a nova e maior aventura da minha vida: a aventura emocional.
Depois de tomar consciência de que a Entrega é a minha maior dificuldade, Confiar na Vida será o meu maior desafio.
Mas é um desafio que acato com todas as minhas forças, e peço ao meu Eu Superior, a Jesus, ao Arcanjo Rafael, a Yemanjá e a minha Mãe do Céu - Maria - que me ajudem e me iluminem como sempre fizeram até aqui.
Sem Eles a minha borboleta não voará!...
Obrigada ao Universo por mais um ano de vida.
Obrigada!
30 anos vividos.
30 anos de amor e ódios, de angustias e tristezas mas também de muitas alegrias e concretizações.
Depois de um Retorno de Saturno conturbado mas muito rico, cá estou Eu, pronta para a nova e maior aventura da minha vida: a aventura emocional.
Depois de tomar consciência de que a Entrega é a minha maior dificuldade, Confiar na Vida será o meu maior desafio.
Mas é um desafio que acato com todas as minhas forças, e peço ao meu Eu Superior, a Jesus, ao Arcanjo Rafael, a Yemanjá e a minha Mãe do Céu - Maria - que me ajudem e me iluminem como sempre fizeram até aqui.
Sem Eles a minha borboleta não voará!...
Obrigada ao Universo por mais um ano de vida.
Obrigada!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Falta de Fé
Acho que toda a vida tive falta de fé.
O medo de viver era tanto que nunca acreditava que fosse o que fosse que acontecesse teria alguma coisa de bom.A não ser quando satisfazia o Ego e eu sentia que tinha o controlo das situações.
Por isso desperdicei muitas oportunidades, perdi pessoas, não aproveitei o que de bom a vida me deu.
Hoje sei que foi muito!
A Entrega é uma das aprendizagens mais difíceis da vida mas está a ser muito bonita.
(Aula do Módulo Karma sobre a Falta de Fé - 25/11/2008)
Por isso desperdicei muitas oportunidades, perdi pessoas, não aproveitei o que de bom a vida me deu.
Hoje sei que foi muito!
A Entrega é uma das aprendizagens mais difíceis da vida mas está a ser muito bonita.
(Aula do Módulo Karma sobre a Falta de Fé - 25/11/2008)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
29 PRIMAVERAS
29 Primaveras!
4 delas floridas...
Entre rosas e espinhos
Consegui sobreviver...
A uma guerra de emoções.
Hoje é um novo dia!...
Emoções mortas e renascidas
Invadem o meu peito
para mais uma jornada:
A do AMOR!
Obrigada a todos por me terem ajudado a chegar até aqui e a ser quem sou hoje.
Bem Hajam
Carmen Farias
12-09-2008
4 delas floridas...
Entre rosas e espinhos
Consegui sobreviver...
A uma guerra de emoções.
Hoje é um novo dia!...
Emoções mortas e renascidas
Invadem o meu peito
para mais uma jornada:
A do AMOR!
Obrigada a todos por me terem ajudado a chegar até aqui e a ser quem sou hoje.
Bem Hajam
Carmen Farias
12-09-2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Entrega e Recompensa
Embora gostasse que um dia ele voltasse, sinto que ele escolheu ir morrer longe de casa.
Era um cocker dourado, de rabo comprido.
Era um cão charmoso, elegante, e embora com 13 anos e alguns problemas de coluna, não deixava de dar o ar da sua graça. Era um cão especial, intuitivo, sensitivo, era um cão diferente... era o meu cão!
O Donky entrou na minha vida tinha eu 15 anos. Era sem dúvida o meu melhor amigo aqui na Terra, o meu confidente. Foi com ele que partilhei muitos momentos de dor e tristeza, lambeu-me muitas lágrimas... mas também me deu muitos sorrisos! Ainda me mordeu uma vez. Mas, quem me mandou a mim contrariá-lo? O bicho não gostava de tomar banho... :)
Enfim, vivi de tudo com este menino... até ao último dia!
Estava sozinha, os meus pais estavam de férias. Tinham ido no dia 5 de Julho para o Algarve e cá fiquei eu a tratar de tudo como é o hábito. Na semana antes, ele tinha tido um pequeno acidente aqui na rua. Um senhor deu-lhe um toque com o Jipe, porque ele meteu-se atrás do carro quando o senhor ia fazer marcha-atrás e não o viu. Ele já não estava bom das patas de trás, ficou afectado também das patas da frente. Mas foi mais do que isso! Depois dos meus pais se irem embora é que me apercebi do seu verdadeiro estado: ficou muito mais sensível, muito triste, muito quieto, assustadiço, parecia que estava sem ouvir e sem ver. Confesso que a falta que ele sentia do meu pai, da companhia e dos passeios, também não ajudava. Dei com ele várias vezes na casa-de-banho, deitado junto às botas do meu pai... as saudades apertavam!
Mas o estado débil dele era grande, tinha muito pouca força, andava muito devagar, quase não conseguia subir e descer escadas. A comida, eu começava sempre por dar-lhe à boca e depois então ele continuava sozinho.
Perguntei-me muitas vezes, questionei Jesus: se o Donky morrer agora, o que é que eu faço?
A única coisa que conseguia fazer nesses momentos era chorar. Chorar a dor de o perder, chorar pela impotência que sentia por não saber o que fazer, por não conseguir fazer muita coisa para o ajudar... mandar abatê-lo para mim estava fora de questão, fosse porque razão fosse. Queria ficar com ele até ao último momento, mas deixando a natureza seguir o seu rumo natural.
Lembro-me de que, quando fiz o Nível 2 da Alexandra Solnado, no exercício do Cadeirão, a dor que mais me doeu e me fez chorar a sério, foi mesmo a dor de perder o meu cão.
Adiante. No sábado dia 12 ele estava um pouco melhor, fui com ele dar a volta da manhã, com muita calma, dei-lhe o pequeno-almoço, água, ficou muito tranquilo e sereno. No Domingo teve o que chama "as melhoras da morte". Mas claro só me apercebi disso depois...
Subscrever:
Mensagens (Atom)